Seja Bem vindo(a) ao Porque das Coisas!

Um dos maiores sábios, Francisco Bacon, disse que o segredo do saber não residia tanto em se poder responder às perguntas como em ter a certeza de que as perguntas se devem faer e qual a maneira de as formular. o mais difícil é "interrogar a natureza acertadamente". Eis aí uma verdade notável. Saber perguntar é saber aprender, embora nem sempre se obtenha a resposta mais acertada.Os homens tem aprendido, muitas vezes, coisas importantes simplesmente porque alguém disse "não se pode perguntar isso", quando se trata de uma questão debatida por espaço de muitos séculos. Fica então a minha observação: perguntar é preciso, pois o saber é necessário e não existem saberes maiores ou menores, mas saberes diferentes.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

ONDE COMEÇA O DIA?

O mundo está cheio  de mistérios e maravilhas; não vale a pena, portanto, fatigar a inteligência, criando outros apenas em nossa imaginação. Podíamos formular uma infinidade de perguntas enigmáticas, acerca do tempo e da maneira de o avaliar; mas havemos de nos convencer de que tais enigmas não são reais, pois não é a natureza que os cria.
O fato é muito simples. O sol brilha sempre - é bom não esquecer que "o sol brilha sempre em algum lugar" _ e a Terra gira continuamente. É assim que o sol parece sair sempre de alguma parte, porque em todos os seus pontos, a Terra, no seu incessante movimento de rotação, apresenta-se-lhe de frente; e parece também por-se de algum lado, porque em todos os lugares se observa que a Terra gira, afastando-se dele.
Como é natural, sempre que dizemos agora, tanto as seis horas como à meia-noite, é agora em toda parte. O momento presente, é o momento presente aqui e na estrela mais afastada. Quando nos achamos em situação oposta ao sol, isto é, quando o vemos mais alto no céu, dizemos que é meio-dia, enquanto para habitantes do outro hemisfério é meia-noite; ora, este momento presente para nós é, sem dúvida alguma, o mesmo momento para eles e a diferença reside unicamente no nome, para indicar que agora estamos defronte do sol enquanto eles estão afastados dele. Seria insensato de nossa parte supor um mistério onde realmente não há nenhum. Simplesmente porque a Terra gira sem cessar e o sol brilha sempre, amanhece o dia também em qualquer lugar; portanto a verdadeira resposta à pergunta: "Onde começa o dia?" A resposta é: o dia sempre está começando em alguma parte.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

QUEM DESCOBRIU A INSULINA?

Banting, moço cirurgião, ignorado do mundo médico e num espaço acanhado a que mal se poderia chamar laboratório, estava destinado a ser um dos grandes benfeitores da humanidade.
Depois de ter regressado da grande guerra, instalou-se numa aldeia do Canadá, lembrando nas ruas horas de descanso a moléstia que lhe matara o pai: o diabetes. Certa vez, quando tais recordações o assaltaram, pensou que se não tivéssemos pâncreas morreríamos todos de diabetes. Dessa data em diante começou a se dedicar a essa idéia e ao estudo acurado deste particular.
Fez experiências em cães e assim prosseguiu até que um de seus amigos de infância foi presa da insidiosa doença. Banting deu então um salto decisivo: curou-o. Era a consagração. Banting passou da categoria de desconhecido médico rural à de famoso "Premio Nobel!.
Mas não parou por aí sua luta; ele e novos investigadores conseguiram demonstrar a presença de outras substâncias de composição análoga em certas plantas, como cebolas, hortaliças e cogumelos. Quando se conseguir isolar o fermento glicolítico então o diabetes será facilmente curável, já despojado, graças a Banting, do seu caráter trágico.
Para chegar a descoberta da insulina, Banting contou com a inestimável colaboração do Dr. Best.
Tesouro da Juventude - Vol. XIV

QUE SÃO AS MANCHAS QUE VEMOS DIANTE DOS OLHOS?

Há duas espécies. Umas são permanentes, permanecem no mesmo lugar e são devidas a alguma coisa que está no próprio olho, em geral a uma mancha na córnea, ou parte anterior do olho, a qual não é transparente e sofreu alguma lesão que passou despercebida. Estes pontos opacos da córnea projetam sobre a retina sombras que parecem manchas defronte dos olhos. A segunda espécie de manchas é inteiramente diferente. Estas não são permanentes e parecem que ocupam vários lugares nos diversos tempos. Em geral não as percebemos. São as sombras projetadas sobre a retina por certas células flutuantes no seio dos líquidos que existem dentro do olho, pondo-se entre aquela e a luz; e, como se movem em todas as direções, não vemos sempre nos mesmos sítios as sombras que projetam.
Estas células brancas existem sempre no olho em maior ou menor quantitade.
quando passamos uma noite em claro e estamos fatigados, excitados, vemos manchas defronte dos olhos; nossos nervos adquiriram sensibilidade exagerada e, por isso, reparamos nas manchas projetadas pelas já mencionadas células brancas. Uma propriedade importante de toda matéria viva e, em especial, dos nervos. É que, quanto mais débeis se encontram, tanto mais sensíveis se manifestam, fato de fácil verificação, inclusive em nós mesmos.
Tesouro da Juventude - Vol. XIV