Há muitos a os já navegava um barco, por noite escura, na costa da Grécia. As trevas eram tão densas que não permitiam ao capitão orientar-se, de forma que resolveu permanecer no ponto onde estava até que rompesse a manhã e pudesse, à luz do sol, determinar o rumo que deveria seguir. Pouco depois de suspender a marcha gritou, porém um marinheiro de bordo: "Vê-se além uma luz!" Efetivamente, lá ao longe, como se fora uma estrela pálida e afastada, brilhava uma luzinha nas trevas que pesavam sobre o mar. "Já sei onde estamos", disse o capitão. Estamos perto dos grandes cachopos do cabo de Matapã. Vive ali um bom velhote completamente só; quando ouve o ruído da máquina de qualquer navio, compreende que este corre perigo de bater nos rochedos, e então acende sua lâmpada, e agita-a como acaba de fazer agora, para nos indicar onde estamos. Como o capitão soubesse assim em que ponto estava, pode por o navio em marcha e seguir o seu caminho com segurança.
Em Beachy Head, ao sul da Inglaterra vê-se o mar limpo; entretanto, como que emergindo das ondas, lá está um farol. Como surgiu este farol? Os construtores aproveitaram a maré baixa para cavar um grande poço na rocha calcária do fundo. Depois construíram uma plataforma de ferro que servia de oficina quando a maré subia. Quando baixava a maré, prosseguiam as escavações e construções; em redor do grande poço, levantaram um muro muito alto e, no fundo, alicerçaram a torre do farol. Para a condução dos trabalhadores e materiais construíram uma estrada de ferro, áreas que ligavam o cimo dos penhascos com a plataforma assente no mar. Colocada a última pedra, desmontaram a plataforma e a estrada de ferro e acenderam a luz do novo farol. Todas as noites este se ilumina para guiar os navegantes.
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