Quinina, graças a Pelletier
Como sabemos, foram os europeus e particularmente os portugueses e espanhois que descobriram, aos olhos atônitos do seu continente, as maravilhas do Novo Mundo. Estas terras proporcionaram dádivas extraordinárias aos brancos ambiciosos; e dentre as plantas medicinais tem lugar de destaque uma conhecida por quina-quina, orniginária do Peru. Antes de descobertas suas virtudes, muitos foram os aventureiros brancos que compartilharam nas terras selvagens da América da cova comum com os indígenas, e outros teriam tido o mesmo fim, não fossem o sentido de observação e a tenacidade de um bravo que se chamou Palletier.
Levada pelos espanhois, do Peru para a Europa, a raiz de quina-quina foi ter, após algumas peripécias, às mãos de dois jovens químicos: Pelletier e Caventou.
A esses dois moços unia uma amizade muito sólida e juntos dedicavam-se a pesquisas várias que se iniciaram com a ipecacuanha e dela conseguiram isolar a emetina; a seguir descobriram a estricnina ao tratarem a planta chamada stricnos. Tempos depois voltaram suas vistas para a quina-quina dos selvagens e deixaram-se empolgar por esse trabalho, até que depois de muitos esforços e decepções descobriram uma goma amarelo-pálido, solúvel em ácido e ácool, mas que _único fato estranho_ era também solúvel em éter: sem dúvida uma substância que surgia. Era a quinina, debeladora da malária.
Esta descoberta abria as portas a outtras pesquisas; e investigadores, procurando a quinina no café, descobriram a cafeína; a nicotina no fumo; a atropina no beladona; a papaverina no ópio; a efedrina na MaHuang, da China; a escopoleína na scopula; e a teofilina, no chá.
O grande investigador teve seu nome imortalizado numa substância descoberta depois de sua morte _ a peletierina _ de largo emprego no combate a verme voraz, a tênia.
Tesouro da Juventude - Vol. XIV
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