Seja Bem vindo(a) ao Porque das Coisas!

Um dos maiores sábios, Francisco Bacon, disse que o segredo do saber não residia tanto em se poder responder às perguntas como em ter a certeza de que as perguntas se devem faer e qual a maneira de as formular. o mais difícil é "interrogar a natureza acertadamente". Eis aí uma verdade notável. Saber perguntar é saber aprender, embora nem sempre se obtenha a resposta mais acertada.Os homens tem aprendido, muitas vezes, coisas importantes simplesmente porque alguém disse "não se pode perguntar isso", quando se trata de uma questão debatida por espaço de muitos séculos. Fica então a minha observação: perguntar é preciso, pois o saber é necessário e não existem saberes maiores ou menores, mas saberes diferentes.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

CURIOSIDADES

Quinina, graças a Pelletier
Como sabemos, foram os europeus e particularmente os portugueses e espanhois que descobriram, aos olhos atônitos do seu continente, as maravilhas do Novo Mundo. Estas terras proporcionaram dádivas extraordinárias aos brancos ambiciosos; e dentre as plantas medicinais tem lugar de destaque uma conhecida por quina-quina, orniginária do Peru. Antes de descobertas suas virtudes, muitos foram os aventureiros brancos que compartilharam nas terras selvagens da América da cova comum com os indígenas, e outros teriam tido o mesmo fim, não fossem o sentido de observação e a tenacidade de um bravo que se chamou Palletier.
Levada pelos espanhois, do Peru para a Europa, a raiz de quina-quina foi ter, após algumas peripécias, às mãos de  dois jovens químicos: Pelletier e Caventou.
A esses dois moços unia uma amizade muito sólida e juntos dedicavam-se a pesquisas várias que se iniciaram com a ipecacuanha e dela conseguiram isolar a emetina; a seguir descobriram a estricnina ao tratarem a planta chamada stricnos. Tempos depois voltaram suas vistas para a quina-quina dos selvagens e deixaram-se empolgar por esse trabalho, até que depois de muitos esforços e decepções descobriram uma goma amarelo-pálido, solúvel em ácido e ácool, mas que _único fato estranho_ era também solúvel em éter: sem dúvida uma substância que surgia. Era a quinina, debeladora da malária.
Esta descoberta abria as portas a outtras pesquisas; e investigadores, procurando a quinina no café, descobriram a cafeína; a nicotina  no fumo; a atropina no beladona; a papaverina no ópio; a efedrina na MaHuang, da China; a escopoleína na scopula; e a teofilina, no chá.
O grande investigador teve seu nome imortalizado numa substância descoberta depois de sua morte _ a peletierina _ de largo emprego no combate a verme voraz, a tênia.
Tesouro da Juventude - Vol. XIV

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